sábado, 23 de junho de 2012

Rio + e as florestas

A conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável terminou ontem no Rio de Janeiro. De Portugal estiveram presentes o Primeiro Ministro de Portugal, assim como a Ministra da Agricultura Mar Ambiente e Ordenamento do Território.
Os líderes mundiais assinaram um documento "o futuro que queremos", onde segundo a opinião generalizada das pessoas deixa objectivos com formulação vaga e metas indefinidas.
O documento encontra-se no original aqui!
Mas o que o documento diz sobre as florestas?
Depois de explicar a visão do documento, no ponto 104 afirma que tudo só será atingido se assim os agentes o entenderem, ou seja, o documento deixa pistas, rumo a seguir mas não indica obrigatoriedade.
No ponto 110, reafirma a importância de uma agricultura sustentável mas ao mesmo tempo mais produtiva.
A partir do ponto 193 foca-se essencialmente na floresta.

Gosto porque se destaca a importância da floresta e os seus benefícios a nível social, económico e ambientalmente. Juntar estas três "câmaras" pode trazer benefícios imensuráveis.
Depois reafirma a importância dos instrumentos voluntários de comercialização da madeira, colocando o UNFF em destaque.
Tive o previlégio de participar em 2006 no UNFF6 e foi um tempo de aprendizagem e acima de tudo de uma constatação - A Europa não manda!

A nível florestal insiste na inclusão de ferramentas desenvolvidas obrigatórias na legislação nacional, que levem à generalização de uma floresta gerida sustentávelmente.

E não é isto, o que todos queremos?

Percebo que não seja do agrado de todos, as críticas vêm acima de tudo das ONG's mas Rio+ vai ficar para a história, porque nos fez mais uma vez, reafirmar a importância da floresta em vez da árvore.
Diminuir a pobreza no mundo é o foco, tudo o resto tem de servir para isso. Gostava de ter participado na conferência, e espero daqui a 20 anos, estar no Rio 2032 +++

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Relatório Europeu sobre as florestas


Foi apresentado recentemente, na Conferência Ministerial para a Protecção das Florestas, realizada em Julho 2011, em Oslo, o relatório do estado das florestas na Europa.

Para efectuarem download basta clicar aqui.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Apagar arquivos

Muito boa gente, anda por aí a apagar arquivos de blogs...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Análise ao Programa do Governo Junho 2011

O Governo publicou no portal do governo, o Programa do Governo para os próximos 4 anos.

Entre as páginas 48 e 58, discorre o governo sobre a agricultura, floresta, ambiente e ordenamento do território.

A nível florestal gostaria de realçar os seguintes pontos focados:

1º ZIF's
redinamização das ZIF's, promover o associativismo
2º Cadastro
executá-lo
3º Fitossanidade
combater o declínio dos povoamentos suberícolas e envidar todos os esforços no combate ao nemátodo do pinheiro
4º PRODER
empenhar-se no aproveitamento do PRODER para a floresta
5º Incêndios
reduzir substancialmente os riscos de incêndio
6º Novos apoios
apostar na valorização económica dos recursos naturais. Uma nova estratégia para a conservação da natureza e biodiversidade
apostar na ecoeficiência e rever a fiscalidade ambiental

Gostaria de referir ainda não como análise mas como transcrição que um dos objectivos do governo é "tornar a floresta um sector potenciador de riqueza, de biodiversidade e de equilíbrio ambiental."

Na generalidade aprecio e espero que haja sucesso. Sei que as divergências principais serão no como e não tanto nos objectivos. Especialmente felicito a coragem e a priorização no cadastro, na diminiução do risco de incêndio e na revisão da fiscalidade ambiental.

Sucesso e boa concretização do programa eleitoral é o meu desejo. Disponível para o que for preciso por parte da FENAFLORESTA
Luís Calaim

quarta-feira, 22 de junho de 2011

PRODER - alteração da 2322

Ontem saiu em publicação, no primeiro dia de Verão, assinado pelo Ministro da Agricultura.
Ajudas forfetárias, para florestação de terras agrícolas ou terras agrícolas abandonadas.

Alegro-me com esta medida, mas esta medida deveria ter vindo mais cedo! Abre dia 6 de Julho.
Mais informações no site do PRODER.
Despacho aqui.

Um bom resto de dia. E cuidado com os incêndios.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Quanto vale? É isso que importa?


Quanto vale a nossa floresta? Quanto vale um hectare de pinhal? E um hectare de eucaliptal?

Será que é isso que interessa, quando falamos de floresta?

No Reino Unido saiu um estudo este mês, publicado pelo jornal "o Público" onde afirma que a floresta do Reino Unido vale 34 mil milhões de euros.

o que vale a nossa floresta?
Bem, a nossa floresta portuguesa vale 3% do PIB, 5,3% do VAB total da economia, 14% do PIB industrial, 9% do emprego industrial, 12% do total das exportações nacionais, 260.000 Trabalhadores nos diversos agentes da fileira.
Ou seja, pensando que em cada agregado familiar há 3 pessoas, podemos dizer que 10% da população depende da floresta em Portugal!
Na Europa emprega 382 000 pessoas! Vale a pena definir a floresta como prioridade de investimento?

Um novo ciclo aproxima-se e temos duas opções, ou apostar na floresta ou não apostar na floresta.
Compreendo cada vez mais, porque não se aposta na floresta (os ciclos governativos são 2, 3, 4 anos, alguns na melhor das hipóteses 8, e as rotações dos eucaliptais são de 9, 10, 11 anos e do pinhal 30 anos!) Respeito, mas temos a responsabilidade de fazer política a pensar nas gerações futuras.

Delapidar o património ambiental das gerações seguintes é triste.

Tenho um sonho, começar-se a fazer política florestal com uma visão estratégica de futuro e não através de decisões estocásticas.

Vamos juntos contruir o futuro, viver o presente a respirar floresta.

domingo, 12 de junho de 2011

O artigo hoje no público

Aconselho todos vivamente a leres o artigo no Jornal o Público do Prof Francisco Rego e do Engº António Salgueiro. Será hoje o dia para critiar tanto o Engº Amândio Torres? Bem... Leiam e depois digam qualquer coisa. O artigo tem como título "Protecção florestal ao acaso e o acaso das florestas públicas."

Deixo-vos um pequeno excerto: "É mais que tempo de pedirmos responsabilidades e avaliação de impacto das decisões (ou da sua falta) aos nossos dirigentes máximos públicos."

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cadastro Nacional ou uma experiência?

A FENAFLORESTA é a única estrutura federativa nacional do sector Cooperativo Florestal Português, e desde o seu nascimento que defende “o cadastro tem de ser priorizado”.

Assim, congratularmo-nos com a decisão de avançar com a execução do cadastro de terras em Portugal, após dois anos de ter sido anunciado o concurso público internacional. 7 Concelhos (Loulé, São Brás de Alportel, Tavira, Oliveira do Hospital, Seia – Serra da Estrela, Paredes e Penafiel), deixarão de ter terrenos incógnitos, e teremos acesso à informação dos mesmos por uma plataforma digital. Este trabalho terá um custo de 16,7 milhões de euros, dos quais 70% de comparticipação comunitária.

Questionamos porém as declarações da ministra do ambiente Dulce Pássaro: “Este primeiro cadastro tem um carácter de demonstração” e “vai-se acumular muito conhecimento para as fases subsequentes”.
Como é possível ainda estarmos numa fase experimental? Este cadastro será demonstrativo?
Durante 2 anos iremos cadastrar 7 concelhos de 308? Temos em Portugal 308 municípios e vamos começar por 7? A FENAFLORESTA acredita que poderia ter sido dado um passo mais firme e categórico. Não estamos num tempo de experiências.

Sabemos e compreendemos os constrangimentos financeiros, mas acreditamos que as OPF’s (organizações de produtores florestais) poderiam dar um contributo importante pois através das Zonas de Intervenção Florestal (parte do território encontra-se cadastrado). “Todas as OPF’s estavam em melhores condições para a execução deste trabalho, porque já possuem em arquivo levantamento de GPS das terras, conhecem os proprietários e estão no terreno todos os dias” – Francisco Vasconcelos director da FENAFLORESTA. Através das OPF’s o mesmo trabalho poderia ser feito com metade dos recursos ou poderia ser cadastrado o dobro dos concelhos com o mesmo orçamento.

O que vamos fazer a todo o trabalho, levantamento de limites de terreno, busca incansável de prova de titularidade? Arquivo de documentação? Ignoramos? Entregar o trabalho a empresas não foi a melhor solução, nem pode ser a melhor solução para o cadastro de todos os outros concelhos que ficam a faltar em Portugal. Integrar as OPF’s é o caminho com menores custos.


Saber exactamente quanto, quando, de quem e quanto vale, onde, entre outros é essencial, quer para os proprietários, conservatórias, finanças, agricultura, pescas, indústrias extractivas, agro-alimentares, pecuária e silvícolas. O cadastro tem de ser priorizado.

Nós estamos, como sempre estivemos preocupados com o nosso sector, e desta forma queremos contribuir para o seu reconhecimento e devido mérito!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ano internacional das florestas

Mensagem do Senhor Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2011 como o ANO INTERNACIONAL das FLORESTAS.

2011, é o ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS. Queremos mostrar ao País a importância do sector florestal e construir os caminhos para o seu desenvolvimento sustentável. Mais e melhor floresta são os objectivos centrais da acção governativa do Ministério da Agricultura. A floresta é um cluster vital para a nossa economia e para o desenvolvimento rural. Por isso apostámos na certificação florestal, ou melhor na diferenciação positiva das nossas florestas como forma de captar novas oportunidades de negócio e reforçar os ganhos da balança comercial deste sector”.

Ao longo da sua história, Portugal teve uma relação próxima com a floresta e este ano afigura-se como uma oportunidade única para mostrar aos portugueses o significado desta importante riqueza nacional.

A floresta portuguesa é um dos principais sustentáculos da boa qualidade ambiental, já que sequestra mais de 289 milhões de toneladas de dióxido de carbono, purifica e valoriza a água que corre pelas suas encostas e proporciona-nos deslumbrantes paisagens. É nossa obrigação deixar este legado às gerações vindouras.

A floresta ocupa 3,4 milhões de hectares no nosso país, cerca de 39% do território, constitui percentualmente uma das mais elevadas taxas de arborização da União Europeia. Esta vasta área florestal está na base de um sector da economia que representa cerca de 3 % do PIB nacional e assegura mais de 260 mil postos de trabalho, directos e indirectos. Trata-se de um sector dinâmico e competitivo que gera mais de 12% do VAB industrial e é responsável por 11% das nossas exportações. O saldo da balança de comércio externo da actividade florestal é fortemente positivo, com as exportações a superarem as importações em cerca de mil milhões de euros.

O pinheiro bravo, o eucalipto e o sobreiro ocupam 2/3 do coberto florestal nacional. A madeira de pinho é usada na construção, no fabrico de mobiliário e na decoração das nossas casas. Mais recente é a utilização das ramas de pinheiro e de outros sobrantes da actividade florestal no abastecimento das centrais de biomassa, que produzem electricidade mais verde.

As plantações de eucalipto, que ocupam 23% da nossa área florestal, são a principal fonte da matéria-prima usada pelas fábricas de pasta e papel. Com uma área significativa de floresta certificada, o eucalipto está na base de uma fileira industrial que já representa cerca de 6% das exportações nacionais.

Já no sul do país, o pinheiro-manso, a azinheira e o sobreiro constituem a base do tradicional sistema agro-silvo-pastoril que caracteriza as charnecas e as planícies.

A importância da cortiça na economia regional pela ocupação de mão-de-obra rural e no país pelas exportações que gera é por demais conhecida, sendo mundialmente reconhecida a excelência de Portugal no fabrico de rolhas, que exporta para todo o mundo. Menos conhecida, mas igualmente valorizada, é a utilização da cortiça e de aglomerados de cortiça na construção civil e na indústria automóvel. Tudo somado, resulta que Portugal é o maior produtor e exportador de cortiça do mundo. Mas o montado representa muito mais, é a última barreira ao avanço da desertificação e um dos mais importantes locais de biodiversidade na Europa.

Não podemos esquecer a importância da floresta autóctone para a biodiversidade e, nesse domínio, a floresta dos arquipélagos da Madeira e dos Açores merece uma referência especial. A floresta de Laurissilva da ilha da Madeira, que desde 1999 foi reconhecida pela UNESCO como “Património da Humanidade”, alberga espécies endémicas raríssimas que importa preservar.

A floresta portuguesa é fundamental para a sustentabilidade do território português e essencial para garantir a necessária multifuncionalidade da nossa economia rural.

Daqui advém a necessidade do envolvimento de toda população neste desígnio nacional que é proteger e fazer crescer este património que é de todos – a floresta portuguesa!


Proença-a-Nova, 2 de Fevereiro de 2011

Rui Pedro de Sousa Barreiro

Reacções? Comentários?

sábado, 4 de dezembro de 2010

O futuro da Política Agrícola Comum

"Nota de abertura
Decorridos 25 anos sobre a adesão à União Europeia, Portugal vai enfrentar um novo ciclo de revisão da Política Agrícola Comum (PAC). A negociação da nova PAC pós-2013 será muito relevante para o desenvolvimento a médio-longo prazo da agricultura portuguesa e constitui um desafio muito exigente.

Portugal deve contribuir activamente para uma reforma bem sucedida, que assegure a renovação da PAC como política comunitária forte, abrangente, baseada em regras comuns e dotada de meios suficientes para continuar a promover o desenvolvimento sustentável da agricultura e dos territórios rurais em toda a União Europeia e para responder a novos desafios ao serviço de toda a sociedade.

Com esta página, o Gabinete de Planeamento e Políticas visa disponibilizar informação, quer à administração, às organizações de agricultores e aos outros parceiros mais directamente interessados na política agrícola e de desenvolvimento rural, quer a todos os cidadãos.

O debate público sobre o Futuro da Agricultura e da PAC apela à participação informada de todos, pois estão em causa temas que a todos interessam, como sejam o da garantia de uma alimentação saudável e a preços acessíveis, da protecção e qualidade do ambiente e da coesão e vitalidade do nosso território. Esperamos, pois, que esta iniciativa dê um contributo útil para um debate mais informado e participado sobre o Futuro da PAC pós-2013.

Francisco Cordovil, Director "

E florestais?
ZERO?

Um a um...
Arlindo Cunha o exemplo máximo do perfil pretendido.
bons negociantes, óptimos políticos, mas conhecedores da realidade do país? Que contactos possuem permanentemente com a realidade nacional?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Junta-te

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Certificação florestal - formação


Empresas Florestais debatem certificação

A ABASTENA - Sociedade Abastecedora de Madeiras, Lda., em parceria com a ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e o Centro de Ecologia Funcional, organizam no próximo dia 22 de Janeiro em Coimbra, um seminário sobre Certificação Florestal, onde se irá debater benefícios e dificuldades do processo, assim como os custos implícitos. Numa óptica futurista, a organização acredita que acima de tudo é a oportunidade de expressar a visão dos Prestadores de Serviços, da Indústria e do Estado, que conferem o carácter inovador deste evento, reunindo perspectivas de todos os agentes do sector.


Seminário

Certificação Florestal

Local: Anfiteatro do Instituto Botânico

Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Calçada Martim de Freitas

Data: 22 de Janeiro de 2010

Programa:

08.40 H - Recepção dos Participantes

09.00 H – Abertura dos Trabalhos:

· Director do Departamento de Ciências da Vida – Doutor António Veríssimo

· Coordenadora do Centro de Ecologia Funcional da U. C.– Doutora Helena Freitas

· Grupo de Gestão Florestal da Abastena - Dr. Manuel José Martins

09.15 H – Certificação Florestal FSC e PEFC – Origem, Razões, Benefícios e Dificuldades

Eng. Giovanni de Alencastro - Consultor

09. 30 H – Principais Passos e Custos do Processo de Certificação Florestal

Dr.ª Vanessa Linforth - Sativa.

10.00 H – Coffee Break.

10.15 H – As Empresas Prestadoras de Serviços e os Trabalhadores na Certificação Florestal

Eng. Pedro Serra Ramos / Eng. Joana Faria - Anefa

10.45 H – A Conservação da Biodiversidade e de outros Valores na Certificação Florestal

Eng. Henk Feith – Silvicaima – Grupo Altri

11.15 H – O Mercado de Celulose e Papel e as Necessidades de Madeira Certificada

Eng. Vítor Coelho - Grupo Portucel Soporcel

11.45 H – A Visão do Estado sobre a Certificação Florestal

Eng. Gonçalo Alves / AFN

12.15 H – Debate.

13.00 H – Encerramento.

Organização:

· Abastena – Sociedade Abastecedora de Madeiras, Lda.

Apoio:

· ANEFA (Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente);

· Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra

· Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PGF's e PEIF's

Depois dos Planos de Gestão Florestal temos os planos específicos de intervenção florestal.

Planos Específicos de Intervenção Florestal (PEIF)

Capa - Normas técnicas elaboração PEIF

Os planos específicos de intervenção florestal (PEIF), enquadrados legalmente pelo Decreto-Lei n.º 16/2009 de 14 de Janeiro, são instrumentos de resposta a constrangimentos específicos da gestão florestal. Correspondem a um nível de planeamento operacional, podendo incidir sobre territórios com significativo risco de incêndio florestal, no controlo de pragas e doenças florestais, no controlo ou erradicação de espécies invasoras, na recuperação de áreas percorridas por incêndios, entre outras.

No seguimento do Despacho n.º 20194/2009 da SEDRF, de 7 de Setembro de 2009, que homologa as Normas Técnicas de Elaboração de Planos Específicos de Intervenção Florestal, a AFN disponibiliza a sua versão digital.


Qual a sua experiência? Já fez algum plano destes?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Alguns links para navegarem e lerem

Porque o blog não se encerra em si mesmo

http://forestpolicy.typepad.com/
Um blog americano sobre política florestal - independente

http://www.efi.int/portal/
Instituto florestal europeu - com alguns "posts" independentes

http://www.viveiroagroflor.com.br
Um blog brasileiro interessante, onde podemos aprender imenso principalmente no blog

http://www.forural.com/
Fórum rural - a floresta e a agricultura do século xxi

Novo código Florestal

Novo Código Florestal prorrogado por 360 dias
Confagri.pt
23-12-2009
MADRP

http://www.confagri.pt/Noticias/Nacionais/noticia28955.htm






Publicado em: 23-12-2009 09:25

Fonte: Lusa; DR

Tipo: Geral
O Governo aprovou o Código Florestal, que entra em vigor esta quarta-feira, já no final da legislatura passada, mas há duas semanas o Parlamento aprovou um adiamento da lei, por 360 dias.
O actual regime florestal, em vigor há 108 anos, desde que foi publicado em 1901, é um decreto com um conjunto de normas aplicáveis ao sector florestal.
O novo Código Florestal, que foi aprovado pelo Governo a 30 de Julho último e publicado três dias antes das eleições de 27 de Setembro, altera e revoga mais de 40 decretos-lei e portarias, algumas delas em vigor há mais de um século.
No último dia nove, o PCP propôs em conferência de líderes que fosse apresentada uma nova iniciativa legislativa para adiar por 180 dias a entrada em vigor do novo Código Florestal, marcada para esta quarta-feira, o dia em que termina a contagem de 90 dias que o código estabelece para a sua entrada em vigor.
Em declarações à Lusa, fonte do Ministério da Agricultura esclareceu que essa nova iniciativa legislativa foi aprovada por todos os partidos num plenário realizado há onze dias, e prorrogado o Decreto-Lei n.º254/2009, http://dre.pt/pdf1sdip/2009/12/24700/0873008730.pd f de 24 de Setembro, que, no uso da autorização concedida pela Lei n.º36/2009, de 20 de Julho, aprova o Código Florestal.
O novo regime jurídico florestal pretende simplificar o quadro legal relativo ao sector florestal, ao mesmo tempo que cria regras de gestão florestal obrigatória e prevê a penalização dos proprietários que não apresentem ou não cumpram um Plano de Gestão Florestal.
A protecção legal das espécies florestais indígenas, como o sobreiro e a azinheira, e a responsabilização dos proprietários pela defesa do património contra agentes bióticos e abióticos, pragas ou doenças.
O novo regime cria ainda um sistema de contra-ordenações florestais, com coimas de 50 euros a 25 mil euro, que prevê que os incumprimentos conduzam a uma não-elegibilidade para obtenção de benefícios económicos ou, alternativamente, à aplicação de sanções.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ANEFA informa à imprensa

Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente

Informação à Imprensa

viveiros florestais sequestrados

Numa altura em que o sector florestal em Portugal se encontra extremamente fragilizado pelo alastramento do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, surge mais uma prova de fogo à floresta de pinho nacional, o Cancro Resinoso do Pinheiro.

Desde 2006 que esta doença tem merecido especial atenção por parte da Comissão Europeia, que estabeleceu medidas de emergência contra a introdução e a propagação da Gibberella circinata Nirenberg & ODonnell, na Comunidade. Atenta à questão e já em 2008, a ANEFA alertou, por diversas vezes, as autoridades portuguesas, tendo mesmo chegado a elaborar um documento em que reuniu informação relativa à temática, questionando, inclusivamente, as consequências da falta de acção em tempo útil e alertando para que não se ignorasse o problema até já nada haver, senão a destruição e corte massivo de plantas.

A verdade é que, mais de um ano depois, esta é a realidade. A Autoridade Florestal Nacional (AFN) não encarou a situação com a importância devida e a falta de controlo atempado levou a uma situação limite, estando hoje os viveiros como que sequestrados, impedidos de comercializar todas as espécies de Pinus.

Não conformada com a questão, a ANEFA promoveu, na passada semana, o Encontro Nacional de Viveiristas, onde dezenas de empresários participaram, na tentativa de obter esclarecimentos e de expor a situação insustentável por que está a passar a grande maioria dos fornecedores de material florestal de reprodução.

Com a situação totalmente fora do controlo, no presente, a AFN está a desenvolver uma série de inspecções fitossanitárias aos viveiros, tendo sido, no entanto, detectadas inúmeras irregularidades, nomeadamente, nas condições em que estão a ser realizadas as recolhas de material para amostragem.

Não conseguimos entender porque é que as amostragens tiveram apenas início em Outubro, em pleno arrancar da campanha, deixando os viveiristas de pés e mãos atadas. Além disso, são vários os contactos que temos recebido, com a informação de que os inspectores fitossanitários andam de viveiro em viveiro, transportando consigo amostras potencialmente contaminadas com Fusarium circinatum, o que demonstra a ligeireza com que as autoridades estão a lidar com esta questão”, adianta a Direcção da ANEFA.

Laboratórios sem capacidade de resposta

Outro dos problemas apresentados no Encontro é a falta de capacidade de resposta dos laboratórios envolvidos no processo. Até à data, apenas dois centros de análise estão protocolados com a AFN, o que tem condicionado a celeridade necessária ao sistema.

É inadmissível que um problema detectado a nível nacional não tenha sido encarado com a seriedade devida. Se, à partida, se sabia que todos os viveiros iriam ser alvo de recolha de amostras, era de fácil percepção que apenas dois laboratórios de análises não seriam suficientes. Agora, acumulam-se amostras, sem data prevista de análise, colocando todo o sistema em causa, pois não há garantia que não haja, posteriormente, contaminação das amostras”.

A Direcção da ANEFA garante, ainda, ter apresentado o seu propósito em protocolar com outra instituição, para que fosse possível contornar o tempo de resposta. No entanto, a AFN ainda não manifestou qualquer intenção de considerar esta hipótese, continuando sem comunicar os resultados das amostras recolhidas.

Não se pode avançar com este tipo de metodologia sem garantir as condições mínimas de resposta e a verdade é que, salvo os viveiros cujas amostras são na sua totalidade negativas, não foi divulgada qualquer informação. Isto significa que plantas contaminadas continuam no terreno, juntamente com plantas sãs”.

A preocupação assenta agora sobre a decisão da Comissão, que adianta que os fornecedores de material florestal de reprodução, que apresentem amostras positivas para o Fusarium circinatum, deverão ser proibidos de comercializar plantas coníferas, durante 2 anos. Esta situação está a deixar os viveiros em sobressalto, pois o facto de ainda não terem informação sobre o resultado das análises compromete já a próxima campanha, uma vez que não poderão correr o risco de realizar a sementeira e depois, não poderem comercializar as plantas.

Não sendo suficiente, os viveiristas continuam a assistir à destruição de centenas de milhares de plantas florestais, por não haver articulação entre a sua produção e a elaboração de projectos. No final do Encontro, a Direcção da ANEFA deixou um apelo às autoridades:

Se, por um lado, há restrição na venda de pinheiros, por outro, temos um ProDeR que não funciona. Ainda não foi contratado nenhum projecto florestal, o que significa que também não se está a vender outras espécies. Se isto não é a condenação dos viveiristas nacionais, então o que será? A floresta portuguesa está por um fio e só os Senhores do Poder poderão fazer alguma coisa para reverter esta situação.”

Numa altura em que a sustentabilidade da floresta de pinho está em risco, devido ao problema do nemátodo e à redução drástica da taxa de arborização, este é mais um entrave à fileira, questões burocráticas que colocam em risco as empresas do sector e a indústria que utiliza essa madeira como matéria-prima.

Embora se tenha consciência de que devemos aprender a viver com este tipo de pragas, estes temas exigem sempre uma intervenção imediata e eficaz para que o impacte sobre o sector seja o menos significativo possível. No entanto não foi o que se verificou. O incumprimento ao nível do Estado coloca agora milhares de postos de trabalho em risco e contribui para o encerramento de inúmeras empresas devido à perda de negócios.

A ANEFA relembra que o Cancro Resinoso do Pinheiro, provocado pelo fungo Fusarium Circinatum, afecta o hospedeiro em todos os seus estados de desenvolvimento e em qualquer altura do ano, e pode ser detectado em sementes, agulhas, pinhas, ramos, rebentos, troncos e raízes. Encontrando-se já difundido por todo o mundo, Espanha, Itália e Portugal são os principais focos na Europa.


Lisboa, 3 de Dezembro de2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Um curso sobre ZIF's

Um curso sobre ZIF's organizado pelo fórum florestal, 10 e 11 de Dezembro.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

poluidor-pagador

No decreto-lei 147/2008 define-se no preâmbulo o conceito de poluidor-pagador, mas mais do que definir, em todo o documento é incentivado o uso ao termo possível poluidor - pagador obrigatório por prevenção.

a responsabilidade por dano ambiental

Iniciou-se ontem o colóquio: "a responsabilidade por dano ambiental" na Faculdade de Direito de Lisboa.
Hoje mais interessante que ontem, com debates acesos sobre o decreto-lei nº147/2008

Irei colocar aqui nos próximos dias algumas informações sobre o mesmo e algumas das questões não respondidas, assim como algumas frases bem desenhadas

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O quê?

Um blog sobre política florestal portuguesa.
Um blog independente - se existir algo indipendente.
Um blog com opinião plural.
Um blog de engenheiros florestais para todos os interessados na nossa floresta.